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05
Out
09

Já pensou em imprimir toda a internet?

09
Set
09

Orkutnografia

Confira o artigo do Sócio e Diretor de Planejamento da Binder/FC+M, Flávio Cordeiro, publicado na edição de agosto da Revista Imprensa:

okutnografia

A etnografia assumiu um papel fundamental no mundo moderno, quando Bronislaw   Malinowski propôs, em “Os Argonautas do Pacífico ocidental”,   um método para os antropólogos que os levaria a deixar o gabinete   e investigar os grupos sociais diretamente, partilhando do cotidiano das sociedades   em estudo na condição de observadores participantes.

Como todo método, a observação participante tem suas regras.   Em geral trata-se de um processo complexo: o pesquisador demora um tempo até   ser aceito pelo grupo e pressupõe um “intermediário”,   quase sempre um membro da comunidade com um pé no mundo exterior, que   lhe abra as portas e assegure uma entrada suave. Quem observa deve saber que   ao mesmo tempo está sendo observado e jamais será um “nativo”   – sempre haverá curiosidade e desconfiança sobre ele e,   consequentemente, alguma alteração no comportamento cotidiano   do grupo. Com o tempo, o observador se torna “invisível”.

Agora que vivemos no epicentro da sociedade em rede, seria possível adaptar   o método antropológico a um tempo em que a internet se tornou   para muitos o principal ambiente de socialização, com pouca distinção   entre redes sociais “reais” e “virtuais”?

A revista inglesa The Economist alertou em edição recente para   o fato de que redes sociais como Facebook, MySpace e Orkut estão longe   de encontrar um modelo econômico lucrativo, mas perto de se tornarem universais,   parte corriqueira da vida das pessoas, um novo horizonte de sociabilidade. Acredito   que aí se encontra a resposta para a pergunta que fiz no parágrafo   anterior.

O olhar do marketing sobre as redes sociais tem se concentrado em como explorá-las   como canal de mídia. É a mesma lógica do colonizador europeu   em relação ao novo mundo no século XVI: explorar sem deixar   nada em troca. Essa lógica “extrativista” tem se mostrado   ineficiente, basicamente pela rejeição ao “estrangeiro”,   que invade de maneira pouco sutil o espaço do grupo para “engajar”   e “mobilizar” seus membros (esses são os neologismos mais   comuns utilizados pelos novos teóricos de mídias sociais.)

Acredito que é possível desenvolver um outro olhar sobre o potencial   de marketing das redes sociais. Num mundo cada vez mais volátil e sem   identidade, precisamos de símbolos para indicar nosso lugar no mundo,   nossa filiação real e simbólica. Em geral, aplicamos esse   raciocínio para conceituar marcas, mas o que são as comunidades   do Orkut, senão unidades simbólicas de afiliação?

Se Malinowiski e Levi Strauss utilizaram a etnografia para entender os códigos   culturais de tribos primitivas, hoje podemos utilizar redes sociais para mapear   as várias tribos urbanas, que têm no Orkut e afins seu principal   canal de autoexpressão, criação e disseminação   de códigos culturais. Por meio de redes sociais, podemos realizar mapeamentos   culturais, baseados em códigos linguísticos, iconográficos,   éticos e padrões de consumo. Batizei carinhosamente esse método   de “Orkutnografia”.

Empresas têm muito a ganhar no processo de construção de   marcas se enxergarem nas redes sociais mais que meros canais de vendas e de   marketing viral. A Orkutnografia é uma grande oportunidade para entender,   mapear comportamentos e gerar relacionamentos genuínos e lucrativos,   para ambos os lados, entre marcas e consumidores.

*Sócio-diretor de Planejamento da Binder/FC+M Comunicação

26
Ago
09

Fique no pé dos seus amigos no twitter.

A Dupé lançou uma versão bem-humorada e oportuna de widget (aplicativo desktop) para ler as atualizações de 10 amigos no Twitter.

E útil pra quem não quer acompanhar todos os seguidores e economizar tempo. E melhor ainda pra marca que cria uma facilidade para os consumidores, consegue vender seu produto e fazer parte do dia a dia, presente no desktop. Mais informações e link para download aqui.

dupe

Dica do Motta.

21
Ago
09

sexta animada #24

Pigeon Pilfer foi dirigido por Michael Stevenson da San Francisco State University. Bem bacana, rapidinho e divertido. Confiram!

Mais infos sobre o projeto aqui.

20
Ago
09

viciados em social media.

Pegando carona no tema do post anterior, uma campanha bem bacana para promover a linha Sony Vaio W Series de mini notebooks com telas de 10 polegadas que custam 500 dólares.

A campanha brinca com os viciados em social media. Você provavelmente conhece alguém assim, ou até é um exemplo =)

Afinal, é muito comum ter perfis em vários sites de social media. E se você fizer uma pesquisa pra descobrir a quantidade de sites de social media existentes é bem capaz de tomar um susto!

Voltando à campanha. Não é um formato novo esse de brincar com viciados em alguma coisa pra vender um produto, mas o vídeo ficou bem bacana, confiram abaixo. E conheçam a Social Media Addicts Associatio ou SMAA.

O site decepcionou um pouquinho, mas tem mais confissões tão engraçadas quanto o vídeo acima, vale o clique pra conferir!

Via Lalai Loaded.

18
Ago
09

Mídia Social é maior do que você pensa.

Assistam, o vídeo fala por si só.

[UPDATE] O vídeo foi feito pelo Erik Qualman, autor do livro “Socialnomics: How social media transforms our lives and the way we do business“.

Dica do Felipe.

12
Ago
09

Twitter para os negócios.

Voltando a postar depois de um tempo sem posts por aqui. Desculpem a ausência. Não é falta de conteúdo, é falta de tempo mesmo : )

E pra voltar, vamos falar de um assunto que sempre aparece por aqui, o Twitter.

Não sei se vai ser novidade pra vocês, mas só consegui ver esse link hoje. O próprio Twitter resolveu fazer um guia para as empresas atuarem no Twitter. Bem resumido, mas com pontos importantes. Segue abaixo a versão traduzida, mais fácil pra todo mundo.

Se alguém preferir a orginal, basta clicar aqui.
Espero que gostem e amanhã tem mais post!

22
Jul
09

Kevin Spacey explica o twitter.

21
Jul
09

(segunda) terça musical #18

O clipe da música Hibi no Neiro da banda indie japonesa Sour já foi comentado pela internet, mas resolvi postar por aqui. Assistam abaixo:

Achei mais algumas informações sobre o projeto.

O projeto do videoclipe foi desenvolvido pelos diretores Magico Nakamura, Masayoshi Nakamura e os criativos da BBH de New York Masa Kawamura and Hal Kirkland.

Todo elenco é composto de fãs da banda. Para a escolha, foi colocado um telefone no site oficial e usada a rede social japonesa chamada Mixi, semelhante ao Facebook. Os fãs são de países diversos e todas as cenas foram filmadas via webcam. O projeto demorou 3 meses até ficar pronto.

Filmar tudo com webcam foi uma escolha pela falta de orçamento e pela distância entre a banda e os diretores (Japão/Nova York), isso impediu de filmar a banda ao vivo.

A maior dificuldade foi planejar tudo. Eles não queriam contar muito com a edição. O objetivo era ser algo natural. Esse conceito não poderia ser perdido, os diretores não queriam fazer algo artificial. Toda a coreografia foi muito detalhada para que o projeto tivesse sucesso.

Para garantir que as pessoas fossem capazes de reproduzir tudo o que foi pensado pro vídeo final, os diretores se filmaram e reproduziram o vídeo. Esse material foi enviado para o elenco pra que todos pudessem entender e ensaiar, usando o vídeo como um guia. No final, o projeto foi filmado duas vezes. Muito bacana!

17
Jul
09

sexta animada #22

Esse é mais um do Anima Mundi, The Royal Nightmare de Alex Budovsky (EUA), confiram.