Messengers e afins.

O post de hoje ia ser só uma dica pra usar no Google Talk que o Comunicadores postou que é muito útil e merece ser divulgada! Mas como li uma matéria bem bacana na Meio Digital (Edição Jul/Ago 2008) sobre messengers e afins, resolvi aumentar o post com um “resumo” da matéria junto com algumas coisas que passam pela minha cabeça e compartilhar essas informações por aqui. Vamos lá.

A dica fica no início:

O Gtalk facilita a nossa vida quando não temos um MSN ou outro programa parecido. Mas o que muitos não sabem é que podem ter um tradutor a um clique de distância. Isso mesmo. O Gtalk disponibiliza tradutores em vários idiomas, é só adicionar um bot aos seus contatos e digitar a palavra ou frase para obter a tradução como resposta.

Como os que a gente mais usa são os de inglês para português e de português para inglês eles seguem logo abaixo:

Português – Inglês > pt2en@bot.talk.google.com

Inglês – Português > en2pt@bot.talk.google.com

A lista completa de bots você pode encontrar neste link.


Agora vamos à segunda parte:
Messengers

As ferramentas de comunicação instantânea ou Instant Messengers (IMs) são sucesso inequívoco em todo o mundo, e no Brasil não é diferente.

Mas como a lógica da evolução se faz presente na vida, no mundo digital ela não é diferente. (Parece até ser mais rápida que o normal, a gente mal se acostumou com o treco já lançam a versão XPTOYKZultra-mega). E os IMs que no começo deixaram os e-mails em segundo plano, passam por um momento de readaptação.

Para continuar a evoluir, eles integraram-se mais e mais a outras ferramentas de comunicação e relacionamento. O GTalk da dica aí de cima é dentro do Gmail (IM + e-mail). Além disso, agora buscam as redes sociais, ganhando novas funções e vivendo em outros meios, como o celular e ambientes corporativos.

Em abril de 2008, havia cerca de 413 milhões de usuários no mundo de IMs. O mais famoso de todos continua sendo o MSN. Curioso é que a maior base instalada do mundo de MSN é no Brasil com mais de 37 milhões de usuários (quase uma conta por internauta – em 2007 éramos 40 milhões de usuários na web brazuca).

José Calazans, analista do IBOPE/Net Ratings, diz que as ferramentas de comunicação instantânea agradam os internautas, embora os mais jovens dividam seu tempo navegando nas redes sociais. Mas ele prevê a coexistência das duas ferramentas: “As pessoas usarão messengers para conversas mais rápidas e redes sociais para comunicação menos urgentes.”

Um dos pontos interessantes da expansão dos IMs é que eles deixaram de servir apenas à comunicação casual ou informal e passaram a ser cada dia mais utilizados como instrumentos de trabalho, via sistemas abertos ou ferramentas corporativas.

Em agências de publicidade é muito comum o uso do MSN ao invés do telefone (acredite, decorar ramal é um tanto quanto complicado) e também com outras finalidades. Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM, acredita que a ferramenta tem espaço pra crescer ainda mais no meio corporativo.

E os celulares também são um grande mercado. Um estudo internacional, anunciado em maio pela TNS, revelou que apenas 8% dos usuários de celulares já usavam Móbile IM, mas quando começam a usá-lo, o número cresce sobre o SMS: 61% de quem usa essa tecnologia usa diariamente, enquanto 55% usam diariamente o SMS.

Essa é realmente uma questão que surge com o avanço do IM móvel, será que ele colocaria em cheque o uso do SMS? Um serviço agregado que hoje é fundamental na receita das operadoras. É bem capaz disso acontecer com o tempo.

A Vivo oferece, desde março no Brasil, o uso ilimitado do Messenger + ferramentas do Windows Live: Spaces e Hotmail por apenas R$8,90 por mês. Ainda é um serviço exclusivo para aparelhos Motorola (mas logo chegará as outras fabricantes). O serviço é um sucesso que superou as expectativas, segundo Fabio Freitas, gerente de ofertas premium da Vivo.

As operadoras não são bobinhas nem nada. Acredito que com esse tipo de serviço a Vivo consegue uma receita muito maior do que o custo de um pacote de 300 SMS no fim do mês. Afinal, a mobilidade vai gerar tráfego e troca de dados muito maiores e lucrativas do que um simples SMS de texto com limite de caracteres! Algum usuário ou operadora vai mesmo ficar triste com a substituição do SMS por serviços mais eficientes e com muito mais possibilidades?


Vale a pena integrar?

A tendência também é a integração dos serviços de IMs com outras ferramentas.
O Yahoo deverá apresentar ainda no primeiro semestre desse ano, (tudo bem que estamos chegando em setembro, mas a revista falou com essas palavras) uma versão de IM que registra em tempo real atualizações realizadas pelos seus contatos em outros ambientes de relacionamentos, primeiramente próprios, como Flickr (compartilhamento de fotos), e Avatars (criação de avatares) e depois de outros sites.

O IM da Microsoft está integrado ao serviço de e-mails, à rede social Spaces e em alguns países até a plataforma de games do Xbox Live está agregada nessa história. E a tendência é a integração entre as várias ferramentas, não importando as marcas. Viva o usuário!

Do mesmo jeito que se falou do fim do SMS, se fala do fim do e-mail. Realmente, adolescentes dizem que e-mail é coisa de velho. E nota-se a diminuição do uso de e-mail por essa faixa etária. Dados comprovam que os jovens fazem mais uso das redes sociais. “Eu não falaria em redução, mas de um uso muito baixo de e-mails entre os jovens.” Diz Fabio Boucinhas, gerente de produto do Yahoo. Ele prevê a permanência do e-mail: “Eles servirão para uma comunicação mais formal, ou que deve ser guardada para depois ser acessada com mais calma. Na comunicação mais instantânea e mais informal prevalecerão os IMs.”


Publicidade em IM

Vários motivos fazem dos IMs uma ferramenta adorada pelas agências e anunciantes. “Neles, todos são ao mesmo tempo receptores e propagadores das mensagens” diz Gustavo Donda, diretor de criação da TV1.

Quantas vezes você não abriu um link que estava no nick do seu amigo? Só pra citar um exemplo.

Além disso, os IMs são espaços visualmente menos poulídos, acrescenta André Zimmerman, diretor-geral da Media Contacts. “Talvez por isso, as taxas de cliques de banners colocados ali sejam superiores as dos portais.”

E você consegue segmentar a comunicação pro público que desejar (faixa etária, sexo, região…). E pode criar games, banners interativos e muito mais.


Vamos lá pra fechar:

1) Fim do e-mail, fim do SMS? As pessoas já gostam de dar fim às coisas, podiam estender isso pra áreas que realmente precisam erradicar coisas. Já decorou a lista, né?

2) Acho que ter tudo junto ao mesmo tempo é uma coisa que vai acontecer mais ainda (com o perdão do excesso das minhas palavras). A mobilidade vai facilitar tudo isso! Na China todo mundo assiste TV no celular e tem problema é pra se desconectar. Os jovens (me incluo nessa) já fazem tudo junto. Ver TV, estudar, responder SMS é coisa normal nos dias de hoje. Só não vale ir com o iPod plugado no ouvido pro almoço de família. Que aí já é falta de educação, convenhamos!

3) Esse não foi um post jabá! Muita marca junto dá nisso mesmo.

4) Espero que seja útil. Os dados são todos da Revista Meio Digital.

5) Obrigada por ler até aqui. Acho que bati o recorde de post mais longo do blog =)

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Uma resposta para “Messengers e afins.

  1. Acho que essa história de “o SMS pode ser ameaçado pelo IM” totalmente furada. São duas coisas completamente diferentes. Eu posso mandar um SMS para um amigo, porque sei que ele vai estar perto do celular a qualquer minuto. Já entrando no IM, ele precisa estar conectado também ao mesmo tempo em que eu estou. Talvez o email móvel seja um substituto para o SMS, já que partem mais ou menos da mesma lógica de envio/leitura.

    O que todo mundo gosta, na verdade, é de exagerar e dizer que tudo vai acabar, quando são coisas que ninguém consegue e nem pode prever.

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