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Botafogo Praia Shopping entra para a carteira da Binder

A Binder Visão Estratégica anuncia a conquista da conta publicitária do Botafogo Praia Shopping. A agência já atendia ao Shopping Nova América e ao Grupo Ancar Ivanhoe – que administra os dois shoppings centers.

O Botafogo Praia Shopping tem 10 anos de funcionamento, 170 lojas e abriga um complexo Cinemark, com sala 3D. Recebe cerca de 40 mil clientes diariamente. Em 2010, o shopping tem crescido, em média, 10% em fluxo e 25% em vendas.

A Binder já começa a desenvolver os primeiros trabalhos de comunicação para a marca no próximo mês.

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Orkutnografia

Confira o artigo do Sócio e Diretor de Planejamento da Binder/FC+M, Flávio Cordeiro, publicado na edição de agosto da Revista Imprensa:

okutnografia

A etnografia assumiu um papel fundamental no mundo moderno, quando Bronislaw   Malinowski propôs, em “Os Argonautas do Pacífico ocidental”,   um método para os antropólogos que os levaria a deixar o gabinete   e investigar os grupos sociais diretamente, partilhando do cotidiano das sociedades   em estudo na condição de observadores participantes.

Como todo método, a observação participante tem suas regras.   Em geral trata-se de um processo complexo: o pesquisador demora um tempo até   ser aceito pelo grupo e pressupõe um “intermediário”,   quase sempre um membro da comunidade com um pé no mundo exterior, que   lhe abra as portas e assegure uma entrada suave. Quem observa deve saber que   ao mesmo tempo está sendo observado e jamais será um “nativo”   – sempre haverá curiosidade e desconfiança sobre ele e,   consequentemente, alguma alteração no comportamento cotidiano   do grupo. Com o tempo, o observador se torna “invisível”.

Agora que vivemos no epicentro da sociedade em rede, seria possível adaptar   o método antropológico a um tempo em que a internet se tornou   para muitos o principal ambiente de socialização, com pouca distinção   entre redes sociais “reais” e “virtuais”?

A revista inglesa The Economist alertou em edição recente para   o fato de que redes sociais como Facebook, MySpace e Orkut estão longe   de encontrar um modelo econômico lucrativo, mas perto de se tornarem universais,   parte corriqueira da vida das pessoas, um novo horizonte de sociabilidade. Acredito   que aí se encontra a resposta para a pergunta que fiz no parágrafo   anterior.

O olhar do marketing sobre as redes sociais tem se concentrado em como explorá-las   como canal de mídia. É a mesma lógica do colonizador europeu   em relação ao novo mundo no século XVI: explorar sem deixar   nada em troca. Essa lógica “extrativista” tem se mostrado   ineficiente, basicamente pela rejeição ao “estrangeiro”,   que invade de maneira pouco sutil o espaço do grupo para “engajar”   e “mobilizar” seus membros (esses são os neologismos mais   comuns utilizados pelos novos teóricos de mídias sociais.)

Acredito que é possível desenvolver um outro olhar sobre o potencial   de marketing das redes sociais. Num mundo cada vez mais volátil e sem   identidade, precisamos de símbolos para indicar nosso lugar no mundo,   nossa filiação real e simbólica. Em geral, aplicamos esse   raciocínio para conceituar marcas, mas o que são as comunidades   do Orkut, senão unidades simbólicas de afiliação?

Se Malinowiski e Levi Strauss utilizaram a etnografia para entender os códigos   culturais de tribos primitivas, hoje podemos utilizar redes sociais para mapear   as várias tribos urbanas, que têm no Orkut e afins seu principal   canal de autoexpressão, criação e disseminação   de códigos culturais. Por meio de redes sociais, podemos realizar mapeamentos   culturais, baseados em códigos linguísticos, iconográficos,   éticos e padrões de consumo. Batizei carinhosamente esse método   de “Orkutnografia”.

Empresas têm muito a ganhar no processo de construção de   marcas se enxergarem nas redes sociais mais que meros canais de vendas e de   marketing viral. A Orkutnografia é uma grande oportunidade para entender,   mapear comportamentos e gerar relacionamentos genuínos e lucrativos,   para ambos os lados, entre marcas e consumidores.

*Sócio-diretor de Planejamento da Binder/FC+M Comunicação

Fiat ecoDrive.

Esse case é não é tão novo, mas é sempre bom relembrar e como é uma aposta pra ganhar algo em Cannes. Resolvi postar.

A AKQA desenvolveu o projeto pra Fiat chamado  Fiat Eco Drive. Bem na linha do Nike+ (também desenvolvido por eles. Relembre aqui).

O ecoDrive é um aplicativo que analisa as caracterísitcas de condução do veículo com o objetivo de aprimorar e fornecer dicas de economia de combustível e redução das emissões de carbono.

As informações são lidas a partir de um dispositivo USB conectado aos carros da marca através da tecnologia Blue & Me desenvolvida em parceria com a Microsoft. Depois de coletadas as informações, o consumidor deve fazer o download do aplicativo EcoDrive, desenvolvido usando a plataforma Adobe AIR, e instalá-lo no seu computador. Por último, você pluga o USB no computador e recebe as dicas. Veja melhor no vídeo abaixo!

E se quiser saber mais sobre o projeto e seus detalhes achei um behind the scenes explicando muito bem. São 23 minutos, mas é uma aula de planejamento e você entende melhor os processos e o projeto em si. Vale a pena!

Lembrando que o projeto já ganhou um “Best of the Show” do The One Show.

Com infos do UoD.

vídeo case: why so serious?

untitled-11Dever de casa depois do carnaval. Ver os vídeos com o case completo do “Why so serious?” nesse link. Não precisa explicar muito, todo mundo já deve pelo menos ter ouvido falar.

O que já foi muito bom, ficou melhor ainda com tudo reunido! Exemplo real com todas aquelas palavras e expressões com nome bonito que todo mundo gosta de falar.

rebrand cartoon network

Não é novo, mas é muito bom e vale a pena ver ou rever! Esse vídeo mostra o rebrand do Cartoon Network feito pelo estúdio californiano de motion design Capacity.

Um pouco da história. A identidade da marca do Cartoon Network é inseparável da identidade dos desenhos e seus personagens. São os personagens que fazem a marca do Cartoon ser o que é.

Com o rebrand, o Cartoon queria criar uma forte conexão entre os personagens e o conteúdo do canal, usando um elemento único que pudesse representar tudo isso. Esse elemento foi desenvolvido pelo pessoal da Kidrobot, famosos pelos Toyarts. O Capacity colaborou com os criativos do Cartoon pra desenvolver o projeto. Os bonequinhos brancos, foram chamados de Noods. A logo também segue a mesma identidade visual. Entenda melhor no vídeo e se quiser ver em melhor qualidade, clica aqui.

Miller: comercial de 1 segundo

adApostando na inovação e dando uma alfinetada na concorrente Anheuser-Busch que paga U$ 3 milhões por 30 segundos no Super Bowl, a Miller High Life lançou comerciais de apenas 1 segundo de duração.

A mensagem curta e direta é a aposta da Miller junto com o novo mascote da marca, um entregador vivido pelo ator Windell Middlebrooks. Os filmes foram criados pela Saatchi&Saatchi e serão exibidos na NBC. Também estão disponíveis no hotsite criado para a campanha.

Confira todos os filmes nesse vídeo abaixo:

Comecei a achar que 1 segundo dá pra fazer mais coisa do que imaginava. : )

Via Meio&Mensagem.

Dossiê Universo Jovem 4 MTV: Sustentabilidade

O post chega atrasado, mas vale a pena. Sexta passada foi a apresentação do Dossiê Universo Jovem 4: Sustentabilidade da MTV aqui no Rio de Janeiro. A fase qualitativa, coordenação e análise final foram realizadas pela Aartedamarca e o DataFolha realizou a fase quantitativa.

Achei no site da Aartedamarca o arquivo em PDF do livro que foi entregue no final com todos os dados da pesquisa disponível para download. Vale a pena, nem que seja só para passar os olhos no layout bem bacana do projeto.

O evento começou com uma breve introdução e logo depois, um vídeo com os resultados do Dossiê. Bem bacana. Além dos números, depoimentos interessantes e alguns inacreditáveis como um menino que falou “que a água do mundo acabe, a gente tem em abundância mesmo, vamos vender e virar um país rico. Eu não tenho nada com isso e não vou fazer nada.”

Depois do filme, o filósofo Mario Sergio Cortella foi convidado para comentar a pesquisa e levantou alguns pontos interessantes:

– Erotização do sustentável

Poucos jovens sabiam ao certo definir o que significa sustentabilidade. Muitos achavam que era quando você consegue fazer as coisas sem depender de ninguém. Até que um dos entrevistados comentou que do jeito que estamos, a saída é erotizar a sustentabilidade para que assim ela se torne algo mais atraente.

– Miojização das relações

Isso mesmo: Miojo. É daí que veio a expressão para resumir o quão instantâneas estão nossas relações. E o pior é que é verdade! Já parou pra pensar?

– Comida caseira

Domingão é dia daquele almoço de família. As pessoas se reúnem e saem de casa para comer comida caseira. Há alguma contradição aqui, não? Para onde foi a tradição do almoço que durava longas tardes embalado por longas conversas? Agora é a fila do restaurante para conseguir uma mesa e aquele parto na hora de rachar a conta.

– Filhos órfãos

Um outro ponto levantado foi como a atual geração é órfã de seus pais. Por mais que vivam juntos passam pouquíssimo tempo juntos, mal conversam. E daí veio um exemplo muito bom sobre os cartões de vale-presente. Eles são o cúmulo do desconhecimento de uma pessoa e como você não sabe nada dá um vale-presente pra ela comprar o que quiser.

– Não tenho nada com isso

Havia uma Velhinha que morava em uma fazenda. Ela tinha uma vaca, um porco, um galo e um rato. Tudo convivia muito bem até que certo dia a Velhinha decide colocar uma ratoeira na cozinha. O rato, desesperado, vai procurar ajuda. Começou pela Vaca:

– Vaca! Temos um problema sério. Tem uma ratoeira na cozinha.

– Rato, onde já se viu Vaca ficar presa em ratoeira? Não tenho nada com isso. Quem tem um problema é você.

A Vaca não ia ajudar então o rato foi atrás do galo:

– Galo! Temos um problema sério. Tem uma ratoeira na cozinha.

– Rato, onde já se viu Galo ficar preso em ratoeira? Não tenho nada com isso. Quem tem um problema é você.

Nada feito com a Vaca nem com o Galo, a última tentativa era o porco, mas o Rato ouviu a mesma história.

Triste e sem ter ajuda de ninguém, o rato ficou escondido durante os dias seguintes e bem longe da ratoeira. Passado um tempo, todos escutam a Velhinha gritar.

A cena era: uma cobra presa na ratoeira e a Velhinha com a mão ensangüentada por tentar retirar a cobra da ratoeira.

A velha foi pro hospital e ficou alguns dias internada. Na volta pra casa, precisou seguir uma dieta light pra se recuperar. Mandou matar o galo e fazer uma canja. Recuperada, mas em dívida com o hospital, vendeu a Vaca para um açougue. E como tudo tinha dado certo, decidiu comemorar sua saúde com os amigos fazendo uma feijoada. Lá se foi o porco. Sobrou o rato.

E você, acha mesmo que não tem nada a ver com o meio ambiente?